Reciclado ou Reciclável?

As duas expressões lembram sustentabilidade e cativam o consumidor consciente da era moderna. No entanto, representam materiais com peculiaridades diferentes e demandam distintos processos de gestão de resíduos. De forma simplificada, o material considerado reciclável é aquele que pode ser submetido à um processo de reciclagem e, com isso, continuar o seu ciclo de uso comercial. Já os produtos reciclados, são aqueles que já passaram por um processo de reciclagem e estão em reaproveitamento.

Por trás dessa diferenciação básica, existem circunstâncias que devem ser levadas em consideração. Um produto reciclável nem sempre será reciclado, isso ocorre por falha da distribuição do material para cooperativas, pelo baixo valor de mercado, pelo simples descarte incorreto, dentre outros motivos. O EPS, mais conhecido como Isopor® da marca registrada da Knauf, é um produto reciclável, no entanto, a sua composição com até 98% de ar (e o restante material plástico) o torna muito leve, ocupando grande espaço. Com isso, as cooperativas e catadores têm pouco incentivo e um retorno financeiro pequeno com a destinação do material para centros de reciclagem. Os dados são rasos sobre a reciclagem do material, mas a Plastvida, Instituto socioambiental dos plásticos, estipulou que em 2012 foram reciclados 34,5% do EPS no Brasil[1], ou seja, nem metade do volume total pós consumo.

Em contrapartida, outro material reciclável apresenta números mais atraentes. O alumínio é vantajoso por ser infinitamente reciclável e ser reutilizável, no entanto, é um material que persiste no meio ambiente, ou seja, tem decomposição muito lenta (entre oitenta e duzentos anos). Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas)[2], no ano de 2018 foram reciclados 96,9% do material no Brasil.

A comparação se presta a demonstrar que, mesmo quando reciclável, o material pode ter uma destinação inadequada. O material reciclado, por sua vez, faz parte da porção que chegou ao processo de reciclagem e foi transformado em outros produtos. Alguns materiais podem passar por vários processos de reciclagem e manter as suas características, como o alumínio por exemplo. Já materiais como o papel, em razão da degradação das fibras, podem ser submetidos à um número finito de processos de reciclagem.

Diante das informações, como identificar produtos de material reciclável e reciclado? O Ciclo de Mobius, símbolo internacional da reciclagem, é um bom indicador. O famoso logotipo, criado por Gary Anderson durante um concurso de design em 1970, é de domínio público e utilizado mundialmente. No Brasil, não há um órgão regulador que fiscalize a utilização da simbologia, mas a Associação Brasileira de Embalagens (ABRE) oferece cartilhas com orientação.

Uma embalagem que contém o Ciclo de Mobius estampado é considerada reciclável. Caso também haja uma porcentagem estampada, o valor indica a percentagem do material que é composta de materiais já reciclados.

[1] Disponível em: http://www.plastivida.org.br/images/releases/Release_092_Indice_Reciclagem.pdf

[2] Disponível em: http://www.abralatas.org.br/brasil-se-mantem-na-lideranca-mundial-de-%E2%80%A8reciclagem-de-latas-de-aluminio-para-bebidas/



Autor

Carol Gusi

Ciência para o desenvolvimento sustentável dos oceanos

A Organizações das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, para os anos de 2021 a 2030, a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável. O propósito é incentivar pesquisadores, governos e sociedade civil a desenvolver ações que ajudem a cumprir o objetivo número 14: “Vida na água”, da lista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), cujo tema é a “conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”. A ideia é utilizar a ciência e tecnologia para alcançar sustentabilidade da vida marinha, uma mobilização que se mostra urgente devido a uma série de fatores, entre eles a poluição nos oceanos e áreas costeiras.

De acordo com a bióloga Leticia Cotrim da Cunha, professora da Faculdade de Oceanografia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a biodiversidade do planeta está ameaçada tanto pela ação indireta das mudanças climáticas quanto pela ação direta do homens. Ela destaca que a poluição nos oceanos ocorre devido a substâncias químicas e materiais (contaminantes, plásticos, sedimentos), organismos patogênicos e invasores, aumento da temperatura (mudanças climáticas) e até o som (embarcações de recreação e mercantes), que alteram o comportamento de mamíferos marinhos na água.

Raquel Peixoto, professora do Instituto de Microbiologia da UERJ, salienta que são diversos agentes locais e globais que contribuem de forma isolada ou combinada para a degradação da vida marinha, como o aquecimento global, despejo de esgoto sem tratamento, lixiviação de químicos de áreas agrícolas e outras atividades. “Os diferentes ecossistemas marinhos estão conectados pela troca constante de nutrientes e de organismos que, muitas vezes, habitam diferentes ambientes dependendo da sua fase de vida, como na época da reprodução. Se um desses ecossistemas se modifica, todo o ciclo biológico desse organismo é afetado e ele pode ser fortemente impactado ou até mesmo extinto”, alerta. “Alguns pesquisadores já demonstraram que recifes de corais podem influenciar o regime de chuvas de uma determinada região e que, quando estressados, podem atrair mais nuvens e chuvas para si mesmos, o que poderia, talvez, afetar negativamente o regime de chuvas em áreas agrícolas”, exemplifica.

As regiões costeiras são as que mais sofrem com a poluição devido à proximidade das fontes poluidoras. “Cerca de 60-65% da população do planeta vive na faixa de 100 km a partir da linha de costa e perto de 2/3 das megacidades do planeta (cidades com mais de 3 milhões de habitantes) estão localizadas em zonas costeiras ou estuarinas”, destaca Cunha. “Sem contar que a poluição de estuários e baías também afeta a pesca e o turismo/recreação, fontes importantes de renda para muitos países que movimentam diversos setores da economia”, completa.

Há ainda o problema da acidificação dos oceanos provocada pelo excesso de gás dióxido de carbono (CO2) emitido pela atividade humana. “É resultado da queima de combustíveis fósseis, atividades agropecuárias e produção de cimento. Os oceanos assimilam cerca de 25-30% das emissões humanas de CO2 e a ‘entrada’ desse gás na superfície dos oceanos altera parte do equilíbrio químico da água do mar”, explica Cunha.

É PRECISO FAZER MAIS

Para Peixoto, apesar de existirem ações locais e globais de preservação dos oceanos, como criação de áreas de preservação e proteção, controle de pesca de alguns animais ameaçados, tentativas de se investir mais em energias alternativas e minimizar as emissões de CO2, é preciso fazer muito mais. “Os primeiros efeitos reais do aquecimento global são a perda maciça de grandes áreas de recifes de corais (cerca de 30-50% dos corais do mundo) nos últimos anos. Algumas estimativas apontam que eles possam ser até mesmo completamente extintos nas próximas décadas. Entretanto, inúmeros outros organismos marinhos estão altamente ameaçados e sofrendo grandes impactos causados pelas mudanças climáticas, não apenas devido ao aquecimento dos oceanos, mas também à consequente acidificação dos mesmos”.

A bióloga da UERJ atua em projetos voltados para a compreensão da acidificação dos oceanos e outras alterações dos ciclos biogeoquímicos marinhos. “Em 2012, ajudei a criar a Rede Brasileira de Pesquisa em Acidificação dos Oceanos, BrOA (www.broa.furg.br), juntamente com o professor Rodrigo Kerr, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). A rede hoje funciona como um grupo de pesquisa, registrado no diretório nacional do CNPq, e conta com pesquisadores de mais de 10 instituições brasileiras. São grupos que se ocupam de observações dos oceanos, mas também de trabalhos sobre os impactos da acidificação na biodiversidade e no desenvolvimento de organismos-chave, como os corais”, conta. Já Peixoto trabalha no Centro de Pesquisas AquaRio, que conseguiu diminuir, de forma significativa, o branqueamento do coral da espécie Pocillopora damicornis, por meio da aplicação de um probiótico composto especificamente por bactérias isoladas do próprio coral e, portanto, nativas. “O branqueamento é causado pelo aumento de temperatura e/ou inoculação de patógenos”, explica.

A partir da repercussão positiva desses resultados e apresentação em conferências internacionais foi criada a rede internacional BMMO (em português: Microorganismos Benéficos de Organismos Marinhos), da qual Peixoto é coordenadora. “Reunimos alguns dos maiores especialistas em organismos marinhos e suas microbiotas de onze países (Brasil, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Austrália, Holanda, Inglaterra, Colômbia e Curaçao). Através da rede, que já organizou duas reuniões científicas e obteve financiamento, temos colaborado e planejado experimentos em diferentes desses países, na tentativa de não apenas melhorar o uso de probióticos de corais e sua segurança, mas também formas de escalonar esse uso e poder aplicá-lo em campo”, esclarece Cunha.

Com essa ideia, o grupo de pesquisa foi um dos cinco finalistas no desafio mundial lançado pela Fundação Grande Barreira de Corais, da Austrália, na busca por soluções que possam salvar a Grande Barreira de Corais, eleita patrimônio mundial pela Unesco e uma das principais atrações turísticas daquele país. “O Brasil, nesse caso, ficou em posição de destaque, já que nossa proposta foi a única liderada por um grupo de fora da Austrália a ser selecionada como finalista, o que nos dá orgulho e muita vontade de continuar investindo nessa pesquisa”, comemora a pesquisadora.

COOPERAÇÃO BRASIL-NORUEGA

Uma rede multidisciplinar de cooperação entre Brasil e Noruega trabalha na proteção da biodiversidade marinha. “O objetivo principal é aumentar o conhecimento sobre os ambientes de oceano profundo e estimular parceiras para novos projetos de desenvolvimento e inovação. E, finalmente, criar políticas de monitoramento ambiental e conservação marinha aplicáveis ao Brasil e Noruega”, detalha Claudia Erber, bióloga marinha, que chefia um centro ambiental na costa da Noruega. Erber trabalhou, no projeto piloto, a bordo de um navio submarino (DeepOcean/Shell), analisando imagens da fauna marinha. “As empresas do setor de energia utilizam comumente tecnologias submarinas para inspecionar e fazer manutenção das estruturas marinhas. São tecnologias de ponta que agregam valor em suas operações e os cientistas aumentam o conhecimento sobre o oceano profundo de maneira prática e ‘barata’ “, explica a pesquisadora. Essa colaboração bilateral será de grande valia para ambos os países em termos de novos negócios e melhores estratégias para a conservação marinha. Segundo Erber, a Noruega possui capital de investimento e background em tecnologia submarina e o Brasil possui os recursos naturais e uma cadeia de suporte de indústria de energia de alta competência. “Os novos campos de exploração de petróleo no pré-sal em poços ultra profundos (mais que dois mil metros), no Brasil, são uma oportunidade para o desenvolvimento de novas tecnologias submarinas para acessar o oceano profundo e prover informações importantes para a criação de banco de dados sobre a fauna desse ecossistema, ainda muito desconhecida”, finaliza.

Autor

Patricia Piacentini

12 motivos para usar extrusado de milho em suas embalagens

Usar extrusado de milho em embalagem de proteção é forma ideal para empresários que procuram oferecer aos seus clientes uma boa experiência de compra.

Garantir que os produtos chegarão aos compradores em perfeito estado é uma das etapas mais complexas da logística de uma empresa, tanto profissionais autônomos que possuem loja virtual, até grandes empresas que trabalham com um fluxo maior de pedidos.

Ter um planejamento para despachos dos produtos evita prejuízos que podem acontecer durante o transporte dos produtos. Uma caixa amassada durante o trajeto pode danificar o produto, trazendo reclamações, trocas e até mesmo prejudicando a imagem da sua marca.

Para evitar isso, existem produtos para embalagem de proteção, itens que são colocados nos espaços vazios da caixa com o objetivo de impedir que durante o transporte o produto sofra com ações mecânicas ou de fricção.

O que é extrusado de milho

Entre os diversos produtos disponíveis no mercado o que mais se destaca é o extrusado de milho, um produto fabricado com milho e água que consegue impedir a pressão de impactos sobre o produto protegido. Resistente, os flocos de proteção podem ser adicionados aos mais diferentes tipos de embalagens, grandes ou pequenas, dos mais diferentes tipos de materiais.

Usado como enchimento de caixas, o extrusado de milho protege produtos farmacêuticos, mecânicos, elétricos, eletrônicos, cosméticos, artesanato, iluminação, vidros, peças de informática e muitos outros.

Hoje este produto representa o que há de mais moderno e viável para empresas que buscam embalar seus produtos com a garantia de proteção.

E o melhor de tudo é que se trata de um item leve, que não aumentará o frete do seu produto e que fará com que a encomenda chegue ao seu destino final em perfeito estado de conservação.

Além disso, o extrusado de milho é ecologicamente correto, sendo um produto biodegradável que não agride o meio ambiente por se decompor rapidamente.

Razões para usar o extrusado de milho

Separamos 12 razões que levam o extrusado de milho a ser a melhor opção para embalagem de mercadorias. Adquirindo este material você terá acesso ao que há de mais moderno e eficaz para embalagens de proteção, entregando aos seus clientes produtos em seu perfeito estado, bem apresentado e totalmente seguro.

Confira:

  1. Ecologicamente correto
  2. Biodegradável
  3. Similar a produtos usados na Europa e Estados Unidos
  4. Pode ser exportado
  5. Protege produtos eletroeletrônicos
  6. Protege Vidros
  7. É leve
  8. Deixa a embalagem mais harmoniosa
  9. Protege materiais secos
  10. Pode ser usado como calço
  11. É prático 

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