Turismo pós-pandemia: “Roteiros veganos, petfriendly e sustentáveis são o futuro” diz especialista.

Viagens: "[O destino] tem que receber com excelência, não basta apenas tolerar os animais", diz Andrea. — Foto: Westend61/GettyImages

Para a viajante profissional Andrea Miramontes, do Lado B Viagem, “gastronomia é muito mais ampla do que só um animal no prato”, animais são como “filhos” e roteiros verdes são tendência.

À medida que o mundo vai, aos poucos, abandonando as máscaras e retomando uma certa normalidade, quem não sente vontade de fazer as malas e viajar sem se preocupar com o perigo invisível? Mas, se o mundo já não é o mais mesmo, o perfil de turistas também não. Para a “viajante profissional” Andrea Miramontes, novos hábitos à mesa e relações mais conscientes com os animais e o meio ambiente prometem desafiar o setor. “Roteiros veganos, petfriendly e sustentáveis são o futuro”, diz a especialista por trás do portal Lado B Viagem.

Ela fala com a bagagem de quem já rodou o mundo (e passou muito aperto) como jornalista atrás de boas histórias e que, nos últimos 9 anos, resolveu empreender, criando uma plataforma inédita para reunir roteiros veganos, petfriendly e sustentáveis. “Hoje, você pode perder um turista se tratar mal o cachorrinho dele ou se tirar um sarro porque ele é vegano ou vegetariano. E também pode perdê-lo se não tiver compromisso com a sustentabilidade”, garante.

Só no Brasil, o turismo acumulou perdas de mais de R$ 474 bilhões em dois anos de pandemia. Quem apostar em recepções e experiências que respeitem as pessoas, o ambiente e os animais sairá na frente nessa retomada, segundo ela. “O Brasil é um dos países que está despontando na comida vegana e na criatividade. Tenho me surpreendido muito com os restaurantes onde tenho ido, eu acho que estamos num caminho bom”, conta Andrea ao podcast Vida Sem Carne.

Para quem curte um turismo gastrônomico clássico, se informar sobre as ofertas de bares e restaurantes com opções de menu sem carne ou outros derivados de animais é regra de ouro. “Felizmente, muitos restaurantes e hoteis hoje estão se adaptando para essas novas demandas”, comemora Andrea, destacando que a gastronomia de um lugar vai muito além dos animais.

“São os temperos locais. São as frutas e vegetais. Você não perde experiência gastronômica, você transforma a sua experiência gastronômica ao tirar os animais do prato. Assim como a experiência cultural…ela vai além da comida, envolve dança, música, língua, o contato com as pessoas do local. A cultura é muito mais ampla do que só a gastronomia e a gastronomia é muito mais ampla do que só um animal no prato”, define.

Ver artigo completo em: https://umsoplaneta.globo.com/google/amp/podcast/noticia/2022/03/14/turismo-pos-pandemia-roteiros-veganos-petfriendly-e-sustentaveis-sao-o-futuro-diz-especialista.ghtml

4 formas de colaborar com o fim da poluição nos oceanos.

“1. Evite materiais descartáveis sempre que possível

O descarte incorreto de resíduos e embalagens acaba prejudicando a vida marinha — 80% dos materiais encontrados nos oceanos são provenientes dos plásticos, sobretudo sacolas e garrafas, segundo estudo publicado na revista científica Nature Sustainability.

Para reduzir o uso desse material é interessante optar por garrafas de água, canecas e copos reutilizáveis. Também é válido armazenar alimentos em recipientes que podem ser reaproveitados e têm maior durabilidade, diminuir o uso do filme plástico, e substituir a sacola de plástico por algumas de pano ou de material reutilizável.

2. Busque o descarte adequado para os materiais descartáveis

Infelizmente não existe uma fórmula mágica capaz de resolver o problema do lixo nos oceanos de um dia para o outro. É um trabalho conjunto, com ações diárias e muita persistência.

Caso não seja possível evitar o uso de materiais descartáveis, como o plástico, jamais jogue na rua, praias, rios ou córregos. Atualmente, várias cidades possuem lixeiras de coleta seletiva nas ruas, estações de trem e metrô.

Em casa, é possível separá-los dos materiais orgânicos, tirar o excesso de alimentos ou bebidas e levar para as cooperativas de reciclagem da sua cidade. Algumas prefeituras também têm sistemas de coleta e reciclagem, informe-se sobre o manejo de resíduos no seu município.

3. Conscientize e mobilize sua rede de contatos

A conscientização e a mobilização do maior número de pessoas, empresas e agentes públicos são o caminho para mudança. Leia, se informe e mantenha-se atualizado sobre os perigos associados à poluição dos oceanos e as soluções para acabar com ela. Assim, é possível dialogar, chamar atenção para um problema que é de todos, conscientizar e, juntos, conservar a biodiversidade marinha.

4. Consuma de marcas comprometidas com a proteção da vida marinha

O avanço tecnológico permite que as empresas reduzam a quantidade de plástico das embalagens e utilizem materiais recicláveis. Na hora de consumir, procure marcas que sejam sustentáveis e estejam comprometidas com a proteção da biodiversidade marinha.”

A Onda Eco é cuidado com você e com o planeta. Nossas embalagens são feitas de plásticos retirados do litoral e do oceano. Usando produtos Onda você colabora com o fim da poluição nos oceanos!

Artigo completo: https://umsoplaneta.globo.com/patrocinado/natura/noticia/2022/01/13/4-formas-de-colaborar-com-o-fim-da-poluicao-nos-oceanos.ghtml

Greenwashing: o que é, como identificar, exemplos e mais!

Greenwashing: conheça a prática nem um pouco amiga do meio ambiente -  Festival da Sustentabilidade

Lavagem verde — essa é a tradução literal do termo em inglês greenwashing, que se refere a ações que parecem amigáveis ao meio ambiente, mas na verdade apenas vestem essa roupagem de sustentáveis.

O que é greenwashing na prática? “Greenwashing é quando uma empresa diz que é ambientalmente correta ou ecologicamente responsável por meio de um produto ou projeto, mas é mentira. Ou ainda não existem provas ou auditorias para tal afirmação”, explica Marcus Nakagawa, professor da ESPM e especialista em sustentabilidade.

Nakagawa lembra que, assim como acontece com empresas, é fundamental que haja transparência na esfera pública. “Os planos, metas e atividades precisam ser comprovados, auditados e monitorados por organizações e sociedade civil. Os governos são representações da sociedade e têm um poder muito grande de decidir o futuro dos países e do planeta e o quanto interferimos nos ecossistemas e nos seus fluxos”, explica. Para empresas, a tendência sobre sustentabilidade se mostra promissora.

Uma pesquisa feita pela Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) com grandes empresas do Estado de São Paulo revelou que em 95% das agendas das organizações ouvidas o tema ESG [Governança ambiental, social e corporativa] é uma prioridade.

Para o especialista, não há mais como fugir do tema da sustentabilidade. “O debate com base em ciência faz parte da nossa jornada civilizatória. E a busca pela melhor qualidade de vida para todos os seres é urgente, sem deixar ninguém para trás”, diz.

Ver artigo completo em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/12/04/o-que-e-greenwashing.htm

Relatório de Sustentabilidade – Janeiro 2022

Nosso relatório de sustentabilidade de janeiro está a carinha da Onda e com um gostinho de verãooo!

Nele encontramos um pouco de como é trabalhar com sustentabilidade, a nossa ecobag no #OndaPorAi, novas atitudes sustentáveis que foram tomadas dentro do escritório, ações feitas no litoral e um pouco mais do nosso Kit Verão!!!

Vem conferir!!!

PANDEMIA GEROU MAIS DE 25 MIL TONELADAS DE LIXO PLÁSTICO PARA OS OCEANOS

Quantidade de plástico no oceano pode quase triplicar até 2040, mostra  estudo - VIX

“Mais de 25 mil toneladas. Esta é a (assustadora) quantidade de resíduos de plástico que foram parar nos oceanos durante a pandemia, de acordo com um estudo publicado na revista online PNAS.

Segundo estudo desenvolvido na China, a maior parte dos resíduos foram gerados pelos hospitais e enviados aos mares por mau gerenciamento.

Segundo os pesquisadores da Universidade da Nanjing, na China, e autores do trabalho, a pandemia levou a um aumento da demanda por plástico de uso único, o que intensificou a pressão sobre um problema que, antes, já estava fora de controle.

O estudo levou em conta os resíduos plásticos gerados por 193 países durante os últimos meses. No total, foram mais de 8 milhões de toneladas — com 25 mil delas indo para os mares. “Isso representa um problema duradouro para o ambiente oceânico e se acumula principalmente em praias e sedimentos costeiros”, dizem os pesquisadores.

Dentre todos os materiais plásticos mal gerenciados identificados pelo estudo, a grande maioria (87,4%) se trata de resíduos gerados pelos hospitais. Os itens de proteção individual, como máscaras, representam 7,6% do total.

O trabalho ainda mostra que todo o lixo plástico relacionado à pandemia chegou aos oceanos por meio de 369 grandes rios.

Como é de se imaginar, o caminhar dessa situação não parece ser nada animador. Os pesquisadores sugerem que, neste ritmo, o índice de lixo plástico gerado até o fim da pandemia pode chegar aos 11 milhões de toneladas — com 34 mil delas sendo enviadas aos mares.

Para a mudança desse cenário, os responsáveis pelo estudo recomendam uma maior conscientização pública sobre o tema, além do desenvolvimento de tecnologias para uma melhor coleta, classificação, tratamento e reciclagem de resíduos plásticos, assim como o desenvolvimento de materiais mais ecológicos.”

ver artigo completo em: https://www.eosconsultores.com.br/lixo-plastico-nos-oceanos-psb/

Booking lança selo de viagem sustentável.

Plataforma possui uma série de critérios que podem ser adotados pelas propriedades.

Booking.com Lança Novo Selo de Viagem Sustentável

A Booking.com acaba de anunciar o lançamento do selo ‘Viagem Sustentável’, cujo objetivo é fornecer informações importantes para todas as pessoas que desejam viajar de forma mais responsável com o meio ambiente. O selo está disponível para todas as propriedades que implementaram um conjunto de práticas e que cumprem o requisito mínimo de impacto para o destino em que estão. Afinal, de acordo com levantamentos da própria plataforma de viagem, 81% dos viajantes globais desejam se hospedar em uma acomodação sustentável no próximo ano e mais de dois terços (67%) dos viajantes esperam que o setor ofereça mais opções nesse sentido. A iniciativa é a primeira do tipo no setor e visa oferecer aos viajantes uma forma clara, consistente e fácil para identificar estadias mais sustentáveis, independentemente do destino que desejam conhecer.

Com base nos padrões já estabelecidos para acomodações sustentáveis, a Booking.com colaborou com especialistas do setor, para identificar um conjunto das práticas mais impactantes que uma propriedade deve considerar. São cinco áreas principais: lixo; energia e gases do efeito estufa; água; apoio às comunidades locais; e proteção à natureza. Atualmente, essa estrutura principal está dividida em 32 medidas ou práticas específicas de sustentabilidade que as propriedades podem implementar – desde a eliminação de produtos de higiene com embalagens descartáveis ou a mudança para lâmpadas LED, até o funcionamento da acomodação com fontes de energia 100% renováveis ou o investimento de certa porcentagem dos lucros na comunidade local e em projetos de conservação.

Durante a primeira fase do lançamento, o selo ‘Viagem Sustentável’ e uma visão geral das iniciativas de sustentabilidade da propriedade estarão disponíveis nas páginas das propriedades no app e no site da Booking.com, no mundo todo. À medida que o lançamento continua, o ícone ‘Viagem Sustentável’ também vai começar a aparecer nos anúncios das propriedades na página de resultados de pesquisa nas próximas semanas, junto com um filtro de Viagem Sustentável.

Ver artigo completo: https://ciclovivo.com.br/inovacao/negocios/booking-lanca-selo-de-viagem-sustentavel/https://ciclovivo.com.br/inovacao/negocios/booking-lanca-selo-de-viagem-sustentavel/

Ações pelo clima: o planeta precisa, Curitiba está fazendo.

1,5 não mais que isso, é o que planeta tolera para os próximos anos. Curitiba sabe da sua responsabilidade e sabe que não existe planeta B. Por isso, é uma das cidades brasileiras que assinou o acordo internacional com a meta de reduzir em 50% das emissões de carbono até 2030 e zerar até 2050. São mais de 100 mil árvore plantadas por ano, investimento em energias limpas com a será a nova Usina Solar do Caximba, no transporte coletivo elétrico, na proteção das nossas águas e o acesso a água potável – Reserva Hídrica do Futuro. O planeta precisa, Curitiba está fazendo.

Ver notícia e vídeo completos em: https://www.curitiba.pr.gov.br/videos/acoes-pelo-clima-o-planeta-precisa-curitiba-esta-fazendo/5960

Lewis Hamilton – a vitória à base do veganismo

EXCLUSIVO: Dude e a obra-prima de Lewis Hamilton, o “homem”

REPÓRTER PERGUNTOU A LEWIS HAMILTON COMO ELE MANTÉM A ENERGIA:

“FOI UMA TRANSIÇÃO QUE VEIO JUNTO COM UMA ALIMENTAÇÃO À BASE DE VEGETAIS”

Lewis Hamilton, Piloto de Fórmula 1

“Nosso piloto vegano” mais vitorioso da história da F1, @lewishamilton , fez uma prova espetacular no Grande Prêmio de São Paulo 2021 no último fim de semana. 👏💚

Fazendo mais de 20 ultrapassagens nos dois dias da etapa, ele provou, mais uma vez, que a adoção do veganismo em sua vida, não apenas atendeu ao impulso natural que todos nós temos de sermos justos e benevolentes com os animais, mas também o possibilitou avançar mais em seu desempenho como um dos grandes atletas de todos os tempos.

Ver post original: https://www.instagram.com/p/CWWftCDr1J_/?utm_source=ig_web_copy_link

COP26: O que Brasil vai prometer e exigir na conferência sobre mudança climática

Sem presença de Jair Bolsonaro, delegação brasileira chega à Escócia com missão difícil: reduzir impacto negativo da política ambiental brasileira e, ao mesmo tempo, cobrar dinheiro de países ricos para projetos de redução do desmatamento.

Brasil vai oficializar objetivo de alcançar neutralidade de carbono em 2050, mas deve cobrar mais financiamento de países ricos a nações em desenvolvimento. — Foto: Reuters/Leonardo Benassatto via BBC
Brasil vai oficializar objetivo de alcançar neutralidade de carbono em 2050, mas deve cobrar mais financiamento de países ricos a nações em desenvolvimento. — Foto: Reuters/Leonardo Benassatto via BBC

O Brasil chega à mesa de negociações da COP26, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, com uma missão difícil: tentar reduzir o impacto da imagem negativa criada pela política ambiental do governo Jair Bolsonaro e, ao mesmo tempo, cobrar mais financiamento de países ricos a nações em desenvolvimento.

Lideranças de mais de cem países vão se reunir em Glasgow, na Escócia, para discutir novos compromissos para garantir a meta do Acordo de Paris de manter o aumento da temperatura média da Terra em 1,5°C. O Brasil tende a ser alvo de pressões por causa da aceleração do desmatamento desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência.

Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o premiê do Reino Unido, Boris Johnson, e diversas outras lideranças estarão presentes ao menos para a abertura da COP26 ou o final dos trabalhos, o presidente brasileiro não vai comparecer à conferência. A delegação vai ser liderada pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

O Brasil vai apresentar como compromisso reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025, em 43% até 2030 e vai oficializar o objetivo de antecipar em 10 anos, de 2060 para 2050, a neutralidade de carbono no país – quando todas as emissões são reduzidas ao máximo e as restantes são compensadas, por exemplo, com tecnologia de captura de carbono da atmosfera.

A outra promessa, já adiantada pelo presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima nos Estados Unidos, em abril, é zerar o desmatamento ilegal até 2030.

“Nosso propósito é atuar de maneira construtiva, queremos chegar a entendimentos. Não queremos assumir a responsabilidade de um fracasso de Glasgow. Temos dito isso aos britânicos”, disse à BBC News Brasil um dos integrantes da delegação brasileira na COP26.

Segundo essa fonte, o Brasil não vai emperrar as negociações, mas também não irá aderir a metas de redução de emissões em setores específicos da economia, como corte da emissão de metano na pecuária, promoção de um menor consumo de carne, ou prazo para transição de carro à gasolina para carro elétrico – compromissos que a União Europeia e o Reino Unido defendem.

O peso da imagem negativa

A dificuldade da delegação brasileira será convencer os demais países sobre a seriedade de seus compromissos ambientais, diante de dois anos consecutivos de aumentos no desmatamento da Amazônia.

Dados mostram que, no governo Bolsonaro, em 2020, o número de focos de incêndios em todo o território foi o maior em 10 anos; o volume de emissões de carbono em 2019 foi o maior em 13 anos, e o desmatamento da Amazônia atingiu o maior patamar desde 2008.

“Existe uma guerra contra o meio ambiente em curso no Brasil e vai ser difícil esperar que governos, negociadores, empresas, investidores acreditem em uma mudança radical de postura do governo brasileiro no último ano de mandato do presidente Bolsonaro frente ao que aconteceu nesses últimos anos”, diz o pesquisador e ambientalista Carlos Rittl, especialista em política pública da Rain Forest Foundation, ONG ambiental da Noruega.

Integrantes da comitiva brasileira ouvidos pela BBC News Brasil classificaram o ambiente de negociação na COP26 como “mais complexo”, “mais difícil” e “mais duro” para o Brasil, na comparação com conferências anteriores.

Mas os negociadores apostam em tentar demonstrar que, neste ano, principalmente após a saída do ministro Ricardo Salles do Meio Ambiente, o governo mudou de postura para adotar medidas de combate ao desmatamento.

“Não é simples, mas queremos procurar, na medida do possível, desfazer a percepção a nosso ver hoje equivocada – e eu sublinho hoje – de que nós não reconhecemos que existe um problema de desmatamento e que também não estamos tomando medidas concretas para conter o desmatamento”, disse um dos negociadores brasileiros à BBC News Brasil.

Como evidência de um resultado preliminar dessa “nova postura” do governo, serão mostrados dados de redução do desmatamento em agosto e setembro desse ano frente ao ano passado. No entanto, especialistas dizem que isso não é suficiente para apontar uma trajetória de queda.

“Todos os índices ambientais de clima no Brasil pioraram nos últimos dois anos e meio. As emissões aumentaram por dois anos consecutivos, o desmatamento na Amazônia aumentou por dois anos, os incêndios aumentaram dois anos seguidos, as invasões de terras públicas também”, destacou Marcio Astrini, secretário-geral do Observatório do Clima.

E o que o Brasil vai cobrar na COP26

A principal cobrança do Brasil será que países ricos definam regras claras para pagar os US$100 bilhões por ano prometidos a nações em desenvolvimento para projetos relacionados à contenção das mudanças climáticas. Para o Brasil, o governo quer ao menos US$ 10 bilhões em financiamento externo.

Os US$ 100 bi deveriam ser pagos todo ano de 2020 a 2025. Mas os países desenvolvidos já não cumpriram a meta de 2020 e faltam mecanismos que definam onde os recursos podem ser depositados e o formato de escolha dos projetos contemplados.

Em comunicado sobre a COP26 distribuído ao corpo diplomático brasileiro, a que a BBC News Brasil teve acesso, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirma que cortar emissões em alguns setores da economia, sem compensações, seria “economicamente inviável”.

“Nós reconhecemos a necessidade de a meta global de neutralidade de emissões ser alcançada o quanto antes. No entanto, mitigar as emissões de algumas atividades é economicamente inviável ou fisicamente impossível no curto prazo”, escreveu o ministro.

“A redução imediata em alguns setores pode encarecer a energia e gerar escassez, tornando alguns serviços, produtos e, especialmente alimentos, mais caros pelo mundo.”https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Segundo especialistas, esse discurso do ministro do Meio Ambiente indica que o Brasil vai se fiar à posição de grande produtor de alimentos, essencial para o abastecimento mundial, para reforçar a demanda por compensações dos países ricos à redução de emissões.

“O Brasil vai se empenhar em cobrar financiamento dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento. Por duas razões: primeiro porque é legítimo países em desenvolvimento pedirem essa ajuda e porque o Brasil sabe que esse é o calcanhar de Aquiles das nações ricas”, avalia Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

“O Brasil e outros países em desenvolvimento podem dizer: ‘eu não cumpri isso, mas você também não fez sua parte'”, completa.

Ambientalistas concordam que os países ricos precisam assumir a responsabilidade de financiar o impacto climático em nações pobres e devem pagar os US$ 100 bilhões anuais, mas alertam que o Brasil pode acabar se beneficiando pouco desses recursos, porque a atual política ambiental do governo desperta desconfiança.

“Essa é uma COP em que financiamento é assunto importante. Espera-se que todos saiam da conferência sabendo de onde virão os US$ 100 bilhões por ano prometidos para apoiar países em desenvolvimento. Mas, definitivamente, esse recurso não vai ser destinado a quem caminha na direção contrária da conferência”, disse Carlos Rittl, especialista em política pública da Rain Forest Foundation, ONG ambiental da Noruega.

Crédito de carbono

Outro pleito do Brasil será a regulamentação do mercado de crédito de carbono. A ideia é que um país que exceda suas metas em determinado setor possa vender o excedente em forma de “crédito” para nações que não estejam alcançando as próprias metas.

A expectativa é que o Brasil defenda, durante a COP26, que créditos antigos de carbono produzidos pela indústria brasileira nos anos seguintes à assinatura do Protocolo de Kyoto, em 1997, possam ser negociados e reaproveitados. A validade desses créditos iria só até 2020, já que havia ficado estabelecido que a regulamentação do Acordo de Paris, assinado em 2015, estabeleceria novas regras para esses títulos.

“Esses créditos foram gerados sob um regime e agora esse regime mudou. A data de novo regime era 2020. Desde o Acordo de Paris, já se sabia que os créditos de Kyoto não seriam mais aceitos”, explicou Marcio Astrini, do Observatório do Clima,

“Mas a indústria brasileira tem muitos desses créditos que não chegaram a ser negociados e é um pleito dessas empresas tentar reaproveitar parte deles.”

Promessas do Brasil são ambiciosas?

Ambientalistas criticam o texto da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, como é chamado o documento com compromissos climáticos que cada país submete à COP26. O Brasil havia apresentado uma NDC preliminar em 2015, antes da assinatura Acordo de Paris, que previa alcançar a neutralidade de emissões em 2060.

Em dezembro de 2020, submeteu uma NDC atualizada, incluindo um objetivo de curto prazo de reduzir em 37% as emissões até 2025 em relação aos níveis de 2005 e assumindo como meta a redução de 43% em 2030, o que antes era uma intenção. Ficou mantido no texto a neutralidade de carbono em 2060, mas posteriormente Bolsonaro disse, em discurso na Cúpula do Clima, nos Estados Unidos, que anteciparia a meta para 2050.

A redação da NDC foi amplamente criticada por ambientalistas por abrir brecha para a interpretação de que a neutralidade de carbono e as metas intermediárias de redução de emissões seriam condicionadas ao financiamento de países desenvolvidos. Isso porque a NDC revisada retirou do texto anterior trecho que dizia que o cumprimento das metas não dependiam de apoio internacional.

Além disso, como houve uma revisão técnica do total emissões no Brasil no ano base de 2005, o país poderá emitir de 200 milhões a 400 milhões de toneladas a mais de gás carbônico até 2030.

Para Marcio Astrini, do Observatório do Clima, o governo brasileiro deveria ter sido mais ambicioso nos percentuais de redução de emissões em vez de manter os patamares, o que permitirá emissões ainda maiores que as previstas antes do Acordo de Paris.

“O Brasil apresentou uma revisão da NDC que retroage, que vai, na prática, permitir até 400 milhões de toneladas de emissões a mais que o previsto na NDC preliminar, de 2015”, criticou.

Já integrantes da delegação brasileira argumentam que as promessas brasileiras são mais ambiciosas que as dos demais países em desenvolvimento.

“A China, por exemplo, que é o país hoje que mais polui, que mais emite gases de efeito estufa, disse que, a partir de 2030, vai iniciar um processo de redução de emissões. Então, até 2030, o país terá o direito de aumentar suas emissões”, observou um integrante da delegação.

Na queda de braço entre países ricos e em desenvolvimento sobre o nível de ambição que devem assumir, o temor é que as negociações travem. E se a meta de manter o aquecimento global em 1,5°C não for cumprida, o resultado vai desde o desaparecimento total de diversos países insulares à desertificações de florestas e mudanças radicais no dia a dia de todos.

Ler artigo original: https://g1.globo.com/meio-ambiente/cop-26/noticia/2021/10/31/cop26-o-que-brasil-vai-prometer-e-exigir-na-conferencia-sobre-mudanca-climatica.ghtml

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