Booking lança selo de viagem sustentável.

Plataforma possui uma série de critérios que podem ser adotados pelas propriedades.

Booking.com Lança Novo Selo de Viagem Sustentável

A Booking.com acaba de anunciar o lançamento do selo ‘Viagem Sustentável’, cujo objetivo é fornecer informações importantes para todas as pessoas que desejam viajar de forma mais responsável com o meio ambiente. O selo está disponível para todas as propriedades que implementaram um conjunto de práticas e que cumprem o requisito mínimo de impacto para o destino em que estão. Afinal, de acordo com levantamentos da própria plataforma de viagem, 81% dos viajantes globais desejam se hospedar em uma acomodação sustentável no próximo ano e mais de dois terços (67%) dos viajantes esperam que o setor ofereça mais opções nesse sentido. A iniciativa é a primeira do tipo no setor e visa oferecer aos viajantes uma forma clara, consistente e fácil para identificar estadias mais sustentáveis, independentemente do destino que desejam conhecer.

Com base nos padrões já estabelecidos para acomodações sustentáveis, a Booking.com colaborou com especialistas do setor, para identificar um conjunto das práticas mais impactantes que uma propriedade deve considerar. São cinco áreas principais: lixo; energia e gases do efeito estufa; água; apoio às comunidades locais; e proteção à natureza. Atualmente, essa estrutura principal está dividida em 32 medidas ou práticas específicas de sustentabilidade que as propriedades podem implementar – desde a eliminação de produtos de higiene com embalagens descartáveis ou a mudança para lâmpadas LED, até o funcionamento da acomodação com fontes de energia 100% renováveis ou o investimento de certa porcentagem dos lucros na comunidade local e em projetos de conservação.

Durante a primeira fase do lançamento, o selo ‘Viagem Sustentável’ e uma visão geral das iniciativas de sustentabilidade da propriedade estarão disponíveis nas páginas das propriedades no app e no site da Booking.com, no mundo todo. À medida que o lançamento continua, o ícone ‘Viagem Sustentável’ também vai começar a aparecer nos anúncios das propriedades na página de resultados de pesquisa nas próximas semanas, junto com um filtro de Viagem Sustentável.

Ver artigo completo: https://ciclovivo.com.br/inovacao/negocios/booking-lanca-selo-de-viagem-sustentavel/https://ciclovivo.com.br/inovacao/negocios/booking-lanca-selo-de-viagem-sustentavel/

Ações pelo clima: o planeta precisa, Curitiba está fazendo.

1,5 não mais que isso, é o que planeta tolera para os próximos anos. Curitiba sabe da sua responsabilidade e sabe que não existe planeta B. Por isso, é uma das cidades brasileiras que assinou o acordo internacional com a meta de reduzir em 50% das emissões de carbono até 2030 e zerar até 2050. São mais de 100 mil árvore plantadas por ano, investimento em energias limpas com a será a nova Usina Solar do Caximba, no transporte coletivo elétrico, na proteção das nossas águas e o acesso a água potável – Reserva Hídrica do Futuro. O planeta precisa, Curitiba está fazendo.

Ver notícia e vídeo completos em: https://www.curitiba.pr.gov.br/videos/acoes-pelo-clima-o-planeta-precisa-curitiba-esta-fazendo/5960

Lewis Hamilton – a vitória à base do veganismo

EXCLUSIVO: Dude e a obra-prima de Lewis Hamilton, o “homem”

REPÓRTER PERGUNTOU A LEWIS HAMILTON COMO ELE MANTÉM A ENERGIA:

“FOI UMA TRANSIÇÃO QUE VEIO JUNTO COM UMA ALIMENTAÇÃO À BASE DE VEGETAIS”

Lewis Hamilton, Piloto de Fórmula 1

“Nosso piloto vegano” mais vitorioso da história da F1, @lewishamilton , fez uma prova espetacular no Grande Prêmio de São Paulo 2021 no último fim de semana. 👏💚

Fazendo mais de 20 ultrapassagens nos dois dias da etapa, ele provou, mais uma vez, que a adoção do veganismo em sua vida, não apenas atendeu ao impulso natural que todos nós temos de sermos justos e benevolentes com os animais, mas também o possibilitou avançar mais em seu desempenho como um dos grandes atletas de todos os tempos.

Ver post original: https://www.instagram.com/p/CWWftCDr1J_/?utm_source=ig_web_copy_link

Depois da Espanha, a França também proíbe embalagens plásticas para frutas e vegetais

embalagens plásticas frança

A França está pronta para se despedir das embalagens de plástico usadas para embalar frutas e vegetais. Ao anunciar a medida revolucionária, prevista pela lei anti-desperdício, o Ministério da Transição Ecológica, que destacou que a portaria servirá para eliminar mais de um bilhão de embalagens plásticas desnecessárias a cada ano. Uma medida semelhante também foi introduzida recentemente pelo governo espanhol, onde esses pacotes altamente poluentes serão proibidos a partir de 2023.

No território francês, onde cerca de 37% das frutas e vegetais são vendidos em embalagens de plástico, a proibição entrará em vigor já no próximo ano. No entanto, o processo de eliminação de embalagens prejudiciais ao meio ambiente ocorrerá gradualmente.

A partir de 2022 a proibição será parcial

A partir de 1 de janeiro de 2022, as embalagens de plástico em cerca de trinta frutas e produtos hortícolas terão de ser eliminadas.

  • No que diz respeito a vegetais e verduras, a proibição diz respeito a:

alho-poró, abobrinha, berinjela, pimentão, pepino, batata, cenoura, tomate redondo, cebola, nabo, repolho, couve-flor, abóbora, pastinaga, rabanete, raiz de legumes, alcachofra de Jerusalém.

  • As embalagens de plástico também serão proibidas para as seguintes frutas:

maçãs, peras, bananas, laranjas, clementinas, kiwis, tangerinas, limões, toranjas, ameixas, melões, ananases, mangas, maracujá e caqui.

A partir de 2026, o plástico será proibido para todas as frutas e vegetais

Até 2026, as embalagens de plástico serão concedidas para as frutas mais delicadas ou particularmente maduras ou verdes. Mas a partir dessa data, a proibição se aplicará a todas as frutas e vegetais vendidos na França, incluindo frutas vermelhas, morangos, uvas e alface. Em vez de recipientes de plástico descartáveis ​​serão utilizados trazidos pelos próprios clientes ou fornecidos (com ou sem custo) pelos diversos pontos de venda.

Porém – conforme esclarecido pelo Ministério de Transição Ecológica da França, liderado por Bárbara Pompili – haverá um período de carência de 6 meses para o descarte dos estoques de embalagens.

Os plásticos descartáveis ​​estão presentes em excesso em nosso dia a dia. – lê a comunicação do ministério – A lei anti-resíduos para uma economia circular visa reduzir o uso de plástico descartável e promover a substituição do plástico por outros materiais ou o desenvolvimento de embalagens reutilizáveis ​​ou recicláveis ​​e recicladas.

A lei anti-desperdício implementada pelo governo francês tem o objetivo ambicioso de eliminar todas as embalagens de plástico descartáveis ​​até 2040. 

E enquanto a Espanha e a França declaram guerra às embalagens de plástico, em nosso país as frutas e vegetais continuam a ser embalados em embalagens altamente poluentes e muitas vezes desnecessariamente volumosas.

Fonte: Ministère de la Transition écologique

Artigo original: https://www.greenmebrasil.com/consumir/consumo-consciente/56254-franca-proibe-embalagens-plasticas-frutas-e-vegetais/

Relatório de Sustentabilidade – Agosto 2021

Agosto também passou voando por aí? Apesar da rapidez, foi um mês pra lá de incrível e cheio de novidades que você pode encontrar no novo Relatório de Sustentabilidade da Onda Eco. Vem descobrir o que movimentou nosso mês, como uma nova cara para a política de privacidade, uma ação social maravilhosa e a certificação como Empresa B.

Chegou na Onda: sabão ecológico em barra!

A Onda apresenta a vocês um projeto muito especial de incentivo ao impacto social positivo: a parceria com a cooperativa Mundo Mais Limpo.

A Onda Eco, mais do que uma marca, é um movimento, uma onda de pessoas que fazem o bem e se preocupam com o meio ambiente. Por isso, reconhecendo nossa oportunidade de atual lugar no mercado, decidimos nos colocar em um papel de porta-voz para dar mais visibilidade a projetos menores tão incríveis como a Onda. Porque acreditamos que, somente unidos, podemos verdadeiramente fazer a diferença que o mundo precisa.

Decidimos oferecer nosso site e Instagram como plataformas para a venda destes produtos, criados por projetos menores de comunidades mais vulneráveis, com a obrigatoriedade de preservar integralmente suas identidades, bem como o compartilhamento de suas histórias e objetivos.

Assim conhecemos a Cooperativa Mundo Mais Limpo, localizada em São Leopoldo no Rio Grande do Sul. É uma pequena sede formada somente por mulheres, que além de incentivar o empoderamento feminino, tem uma imensa preocupação com o meio ambiente. Aliás, foi por esse motivo que ela nasceu. O município sofreu com a contaminação de produtos químicos no esgoto e no Rio dos Sinos em 2015, o que ocasionou a morte de inúmeros peixes, bem como intoxicações de moradores.

Após as consequências devastadoras, um grupo de mulheres, que trabalhavam como voluntárias na cozinha de um colégio, decidiram se unir para dar vida a um projeto que pudesse contribuir com o meio ambiente e com a sociedade. Por não terem controle sob os químicos despejados pelas indústrias, resolveram engajar todos os moradores em um projeto mais acessível: dar uma nova destinação ao óleo de cozinha usado, transformando-o em sabão. As orientações são para reunir uma certa quantidade de óleo que foi usado e levá-lo até a sede da cooperativa.

O descarte incorreto do óleo pode causar inúmeros danos ao meio ambiente. No esgoto, com o passar do tempo, vira gordura sólida e entope as tubulações. No solo, pode infiltrar e contaminar ou deixar os lençóis freáticos impermeáveis, aumentando o risco de enchentes. Na água, não se mistura e fica na superfície, dificultando a entrada de oxigênio e luz solar e prejudicando os ecossistemas marinhos. Você sabia que 1 litro de óleo pode contaminar até 1 milhão de litros de água? Por fim, exposto ao sol, se decompõe e libera o gás metano na atmosfera. Esse gás é 21 vezes mais poluente que o gás carbônico e contribui em larga escala para o aquecimento global.

A onda é fazer ecologia, vendendo apenas produtos ecológicos que não serão prejudiciais ao meio ambiente e à saúde; é fazer economia, evitando a produção de mais embalagens e produtos e dando espaço para os que já existem; e por fim, é fazer eco, ecoando ideias do bem.

Por que você não deve recolher e levar pra casa as conchas do mar

As conchas que aparecem vazias na areia da praia, antes abrigaram seres vivos como moluscos e animais de corpo mole, servindo como carapaças protetoras ou esqueletos externos para eles. Mesmo vazias, elas ainda continuam desenvolvendo um papel importante para o equilíbrio do ambiente no qual se encontram. Veja por que não é uma boa ideia recolher e levar para casa as conchinhas do mar, por mais bonitinho ou inocente que este gesto pareça ser.

O carbonato de cálcio é um nutriente que faz parte da constituição das conchas. Estas são muito úteis ao meio-ambiente e ao ecossistema, pois têm diversas finalidades:

  • servem para promover a estabilidade do ambiente marinho;
  • servem como materiais para construção de ninhos de aves;
  • como substrato para as plantas marinhas;
  • de abrigo para as algas e de carapaça de proteção para os caranguejos-ermitões.

A remoção das conchas da praia altera, de forma prejudicial, os habitats marinhos, provocando os seguintes desequilíbrios:

  • diminuição dos organismos e seres que dependem das conchas;
  • aumento da erosão nas praias;
  • produz o impedimento do reaproveitamento do carbonato de cálcio pela vida marinha.

A retirada de conchas da praia tem causando impacto ambiental em várias partes do mundo. Um exemplo disso é a Espanha, que devido à excessiva retirada das conchas da praia. teve como consequência a diminuição dos peixes.

Para ampliar esse assunto, a Rádio Amazônia apresentou em seu programa Tarde Nacional – Amazônia, uma entrevista com a bióloga Camila Domit, da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, para falar sobre a importância de conservar as conchas no ambiente, pois beneficiam a natureza e outros organismos.

Se cada turista levar uma ou mais conchas…

Ao andar à beira mar, tem épocas que aparecem várias conchas vazias na areia devido à ressaca do mar, e as pessoas as levam para casa, como uma espécie de recordação do passeio e da viagem. Entretanto a retirada das conchas da natureza, prejudica o ambiente natural.

Segundo a bióloga entrevistada, as conchas compõem a biodiversidade marinha, contribuindo para nutrir os seres vivos e para manutenção do ecossistema marinho.

A respeito disso, ela deu a seguinte explicação:

“A concha conforme vai se decompondo, contribui com o aumento da quantidade de carbonato e de cálcio no ecossistema marinho.

O carbonato de cálcio é essencial para a formação de ossos, para este fortalecimento, então vários organismos dependem do ciclo biogeoquímico desse composto pra composição de novos organismos.”

Façamos a seguinte análise, com centenas de pessoas frequentando e passando férias no litoral: se cada turista levar uma ou mais conchas da praia, isso reduzirá a incidência delas na areia, provocando desequilíbrio no meio aquático.

Por isso é importante a prática da educação ambiental e do turismo ecossustentável para termos contato com a Natureza, sem interferir e prejudicar sua biodiversidade.

Em vez de coletar a concha da praia para levar de recordação, tire uma foto da paisagem. Dessa forma você não irá causar danos à vida marinha.

Economia circular: como criar um mundo onde o lixo não existe?

A existência de uma economia circular é um tema muito discutido atualmente que pode ser entendido de forma simples. Pense nos resíduos que são descartados diariamente na sua casa e que poderiam ser utilizados como insumos para produção de novos produtos no mercado. Pense também que, na natureza, todos os resíduos orgânicos que jogamos fora servem como adubo para a terra e as diversas árvores ao redor. Pensou?

A Economia Circular

Assim como você pensou, a principal idéia da economia circular é tirar o conceito de “lixo” que temos já formado em nossa cabeça e substituir por uma visão mais contínua e cíclica de produção, na qual os recursos deixam de ser somente explorados e descartados e passam a ser reaproveitados em um novo ciclo.

O principal motivo pelo qual essa idéia tem tudo a ver com sustentabilidade é que ela se inspira no mecanismo dos próprios ecossistemas naturais. Eles geram os recursos a longo prazo num processo contínuo de reaproveitamento e reciclagem. Dessa forma se une o modelo sustentável com a tecnologia e o comércio global.

Economia circular e logística reversa: o que difere?

A ideia da economia circular anda de mãos dadas com o conceito de logística reversa, já que a base da economia circular seria:

● reuso, por parte do próprio consumidor final;
● remanufatura, a reutilização que consiste nas etapas de desmontagem do produto usado, na limpeza de suas peças, na reparação ou substituição de peças danificadas e em testes de qualidade do produto;
● updating, no caso de produtos eletro-eletrônico;
● remontagem (do produto) que deverá apresentar perfeitas condições;
● reciclagem que em nível industrial é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade.

A logística reversa, que é um conjunto de meios que leva a coleta e a devolução dos resíduos sólidos ao setor empresarial, está ligada às etapas de remanufatura e reciclagem na economia circular. Ambos esses conceitos estão diretamente ligados à responsabilidade que todos têm pelo ciclo de vida de um produto, para que ele seja reaproveitado em seu ciclo produtivo.

Cada setor envolvido no processo de produção tem um dever na logística reversa. São eles: consumidores devolverem produtos inutilizados em locais específicos; comerciantes instalarem locais para a devolução; indústrias retirarem os produtos e reciclá-los ou reutilizá-los; e governo promover conscientização para consumidores e fiscalizar as etapas.

E onde entra a compensação ambiental?

Para que o processo da formação de uma economia circular seja financeiramente viável é importante considerar a necessidade de custos específicos para cada etapa realizada. Há, então, a compensação ambiental que serve para acrescentar no valor final os custos sociais e ambientais da degradação que o empreendimento gera como um todo. Assim como o crédito de carbono. Ou seja, ela é um mecanismo financeiro para contrabalancear impactos ambientais, de suma importância para a realização da economia circular.

É possível notar que a economia circular não depende apenas das empresas e sim de todos os envolvidos no ciclo de vida de um produto, então, atitudes como a rotulagem ecológica de produtos, disseminação de informações sobre questões ambientais na mídia e cursos oferecidos pelas instituições de ensino são importantes para familiarizar a sociedade com a economia circular. Além disso, é necessário melhorar a eficiência no reaproveitamento de resíduos sólidos e na criação de produtos, aperfeiçoando a composição ou formato que possibilite que o material retorne para a cadeia produtiva.

Circular desde a criação

Um dos meios que podem ser utilizados pela economia circular é a metodologia de design C2C/Cradle to Cradle (do berço ao berço). Ela estabelece a criação de produtos, materiais, componentes e processos industriais por sistemas cíclicos aproveitando ao máximo seu valor. Medidas tomadas para minimizar impactos e reduzir danos através da eficiência de processos produtivos não são mais suficientes para lidar com as questões ambientais atuais, visto que a produção ainda extrai recursos, gerando resíduos (mesmo que em menor quantidade). Então, buscaram-se soluções que tornassem a indústria uma força positiva e não apenas menos destrutiva.

Na abordagem Cradle to Cradle, o processo é saudável e circular, ou seja, os resíduos são introduzidos novamente como nutrientes e, segundo este método, é possível que a natureza, economia e sociedade convivam em harmonia.

Um dos principais fundamentos é ter nutrientes como resíduos. Como isso seria possível? Os materiais e suas propriedades devem ser estudados por meio de um inventário que contém suas respectivas informações, sejam elas saudáveis ou não. Assim, as substâncias não tão benéficas seriam substituídas por outras que sejam positivas. Os produtos a serem usados também devem ser passíveis de se tornarem nutritivos para os metabolismos técnicos e biológicos, tendo um retorno seguro e nutritivo à biosfera. Além disso, outro fundamento importante é a utilização da fonte solar no máximo potencial do sistema Cradle to Cradle, já que é uma energia que entra constantemente e considerada renovável.

Sustentável, inclusivo e acessível

Para alcançar uma economia circular, finalmente, deve-se olhar para o contexto, para a necessidade dos usuários e saber trabalhar o potencial de cada situação, otimizando recursos e resultados. É importante manter os processos sempre inclusivos e acessíveis, além de sustentáveis, tornando-os justos para cada parte da cadeia produtiva.

Artigo original: https://blog.eureciclo.com.br/economia-circular-mundo-lixo-nao-existe

Ecologia Feminina

Você sabe o que é Ecologia Feminina?

Não é a toa que muito se ouve falar sobre simpatias da vovó e superstições de mães. Historicamente, a mulher possuí uma sensibilidade maior com a natureza há muitas gerações.

O planeta Terra é vista como a Grande Mãe/Gaia para culturas indígenas e maias. Assim como a relação materna, ela nos dá alimento, nutrientes e abrigo para que haja condições de nascer e florescer as mais diversas formas de vida. Ela é símbolo de fertilidade e criação. É nosso lar e fornece tudo que vem até nós. Ambas as mães são cíclicas e regidas por fases – do período menstrual, da lua e das estações.

Na América Latina, a Mãe Terra é reverenciada como Pachamama, porque possuí os poderes maternos (Mama) e doa alimentos no tempo e universo (Pacha). É a divindade honrada como Mãe das montanhas e dos homens, Senhora dos frutos, Guardiã contra pragas e geadas, Protetora nas viagens e Padroeira da agricultura.

Considerando a conexão com o meio ambiente, a Ecologia Feminina tem um forte viés de sustentabilidade, consumo consciente e saúde da mulher. A defesa desses ideiais depende diretamente das escolhas de cada pessoa todos os dias. Estas escolhas vão desde a compra de um produto na prateleira até a comida no prato. Aí fica demonstrada a tamanha necessidade de opções sustentáveis e orgânicas no mercado, cada vez mais preocupadas com o meio ambiente.

Além das semelhanças à Mãe Natureza, esse movimento surge da relação com a luta ecológica, principalmente nos grupos minoritários. No Congresso Latino-Americano de Ecologia Política realizado na UFBA, Antonia Mello – líder do movimento Xingu Vivo – destacou que os povos indígenas sempre defenderam a natureza como nossa grande casa. Além disso, as mulheres indígenas tem um papel essencial de plantio e colheita que as aproximam muito da terra.

A luta pela preservação do meio ambiente ganha espaço justamente porque o desmatamento e a poluição afetam diretamente a aproximação mulher-natureza. Para tanto, é preciso deixar de lado o preconceito em se falar de movimentos feministas. O Ecofeminismo é justamente para a proteção da mulher e da natureza, as quais estão correlacionadas e são responsáveis pela vida de todos nós.

Desta forma, maior parte da espécie humana parece ainda não compreender que sua sobrevivência depende diretamente da justiça pela igualdade social e da presevação do meio ambiente. Honremos e cuidemos das nossas mães, nossas razões de estarmos aqui.

Fontes:

http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/feminismo-e-ecologia-uma-questao-de-sobrevivencia/

https://bityli.com/jUudT

https://bityli.com/76d2i

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